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O Arquétipo Pode Ser Considerado Como Matriz e Nutriz da Vida Psíquica

Atualizado: 6 de fev.

Articulado ao Pensamento Platônico


O conceito de arquétipo se aproxima daquilo que Platão chamou de ideias. Apesar de todas as discussões sobre os arquétipos chegarem à conclusão que são inobserváveis, em geral, eles se referem a uma estrutura básica herdada subjacente à psique humana.


Arquétipo é a forma de algo, não o conteúdo, por isso podemos dizer que é uma matriz que nutre a psique humana. É um núcleo energético em constante movimento que anima a alma a tornar-se aquilo que já é. E assim, o viver é uma função transcendente que leva ao contínuo processo de individuação.


Para Platão, Arché é a substância primeira em que baseia a verticalidade de seu pensamento. Para Jung, arquétipos são o modelo original, o mundo da realidade primeira, podendo ser visto em paralelo ao que Platão se refere sobre o Mundo das Essências ou Ideias.


Assim, seriam os arquétipos para ambos um arcabouço psicológico inato, cujo modelo ideal de todas as coisas existe no mundo sensível, com base nas quais as coisas foram criadas e tendem a ser realizadas. Ideia (conceito de Platão) e arquétipo (conceito de Jung) são sinônimos, pois ambos se referem a imagens universais que já preexistem em todo ser humano, desde tempos imemoriais.


Essa noção de que os arquétipos são a base da nossa psique consciente como um sistema de dados herdados é o grande diferencial da teoria junguiana frente a outras abordagens psicológicas, em que, em grande maioria, entendem a psique humana como uma grande tábula branca a ser escrita.


Assim, Jung disseminou o termo arquétipo inclusive a outros campos do saber como a antropologia, filosofia e teologia. Até mesmo o marketing utiliza o conhecimento dos arquétipos para criar padrões responsáveis por gerar valores, visão de mundo e inserir nas pessoas necessidades ao mercado capitalista.


Em suma, conforme coloca Jung em seu volume IX, as honras em ter observado os arquétipos em primeira vez cabem a Platão, mas foi Jung quem desafiou amplamente uma sociedade caminhando, com muita humildade, por caminhos diversos.


Esse artigo foi escrito por:

Regina Nohra

Diretora-Presidente IMHEP

Pedagoga, Psicóloga Clínica-Hipnoterapeuta

Reg. MEC nº 54.858 / CRP 05/22916

Núcleo de Desenvolvimento Humano – Regina Nohra

Apoio: IMHEP – Instituto Milton H. Erickson de Petrópolis

Filiado a The Milton H. Erickson Foundation, Inc., Phoenix, Arizona, USA

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